Prole das Horas



Cantigas de passado preenchem meus silêncios. Esperei por muitas luas as carpideiras do vazio. O óbolo do piedoso foi deixado no ofertório do santuário onde germinam as sementes do porvir.


Poucos sóis já bastam para doerem-me as saudades. E eu me pego a contar a vasta prole das horas. É tão vasta prole a deixar descendência mundo afora, que me arrasta, triste, centímetros mais perto da lápide.


Sempre que me atingem os raios daquele sol, brigo com a morte, peco em casmurrice e a desprezo. Sempre que se evade a sombra daqueles olhos, faço as pazes com a morte, aceitando que o tempo passe. Peço que a mim conduza o meu destino-consorte.


Penso o quão grande e graciosa é a fortuna daquele doente que, mesmo sem cura, nos braços solares de quem ama fenece.


Sente da vida a excelsa e divina chama, pois que é luz e ainda se embevece da lua, é nascente de rio que indo ao mar cresce.

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