EU ABISMO. EU: ABISMO



Abismo, na estranheza o mundo.

Abismo-me, na profundidade do nada.

Abismo, no abismo, o duelo

entre lembranças e esquecimentos.


Abismo e me abismo,

no vazio do mundo que me habita,

no vazio de mim que habita o mundo.


Tão vasto o mundo, e tanto mais merecia de mim, enquanto abismo oceânica pequenez,

em que o maior de mim é o pouco, o vazio e o nada.


E, posto que me abismo na ausência de mim,

não posso, por ser abismo,

ofertar ao mundo mais do que posso e possuo.


Ofereço, pois, o meu tudo pequeno:

meu ínfimo amor, meu (nem tão) irônico risoe meus olhos de melancolia.

Oferto o abismo, em versos de poesia.


E, ofertando o mais do que eu já tive um dia,

talvez eu possa menos abismar,

que ser abismo.


Deise Zandoná Flores

Este poema integra o livro:

HADES - ENTRE MORTOS E ESQUECIDOS


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