Decoração



Meus lábios ornaram a canção do teu nome,

que eu entoei como uma oração.

O amor se tornou o meu reino,

o meu lar, o meu ar, a minha religião.

O meu castelo é um farol, uma fortaleza,

um templo dedicado à Venusta Beleza.


O dia vestiu-se do ouro do carro solar.

A noite ornou-se da prata da joia lunar.

E eu me descobri ser um sedento ourives,

a viver pelo tesouro que o teu coração traz.


A mágica do amor não reside na castiça esperança,

mas na áurea criança renascida do ser adulto.

A mágica do amor não faz viver de fé ou confiança,

porque é a fé pura, apaixonada e cândida,

que pode operar a sublime, fabulosa

mágica de transformar-se em amor.


Deixa eu te esconder da névoa no meu espírito.

Eu bordei o teu belo nome, feito uma aranha,

na cadeia de eventos, na mandala, na teia.

Em meus meus sonhos, as minhas mãos anseiam

tecer histórias, estórias, mitos de Eros em livros.


Eu vou te arrebatar dos céus para dentro da minha jornada.

A cidade celeste, onde nossos corações residem,

é sempiterna morada, refúgio, cultivo de almas.


É glorioso o degrau que leva à porta do terno coração:

é banho, é purificação, é peregrinação, é redenção.


Rouba as cores do arco-íris e imprime-as nos meus olhos.

Eu mergulharei na noite dos teus olhos,

eu pedirei teu nome aos céus, a fim de que,

quando Deus quiser poetizar os pares,

inscreva o teu espírito, como uma saudade,

no livro da minh'alma.


Meus olhos derretem e banham meus sonhos.

O sono suplica por ti, na esquina das pálpebras.

Meu coração te abriga e nina o teu vasto oceano,

enquanto minha pele arde às cinzas para,


conforme o teto de nuvens sombrias se aproxime,

conforme a separação da vida se anuncie,

conforme a noite escura familiar se torne,


que eu possa ouvir, na voz das estrelas,

a narração da tua jornada, bela e serena,

inscrita no livro das minhas memórias.


Nesse dia, eu te pedirei para rezar por mim,

ornando com teu ouro a canção do meu nome,

seguro de que, a cada passo, eu te farei florir;


pedindo a uma das milhares de lanternas mágicas no céu

que traga, do adeus, a tua Lua de volta ao abraço da Terra.

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