Cômputo



O sono dos anos e as armadilhas,

O alimento dos sonhos e as idiossincrasias...

Quantas mortes se morre até despertar?


Do sol do ontem, que abrasava a terra;

do cansaço do homem, que abraçava a guerra,

em qual réstia se banhou até se eternizar?


A dança dos anos deixou louros e danos.

O chamado do corvo deixou mortes e ouro.

Nos fios brancos, nos sulcos, percursos e testemunhos


do que foi, do que é, do que andou à pé;

do que viu, padeceu, do que, em si, pereceu;

do verso não-dito de sol e de infinito.


Deise Zandoná Flores

06/03/2021


* imagem: Memória, óleo sobre tela, do artista Elihu Vedder, 1870.

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