Da Fonte ao Túmulo, à Origem, à Fonte


E eis que das águas emerge uma ilha sedenta de morte, de dissolução, no rio primordial de antes das trilhas, de antes das batidas do seu coração.

E é nesta morte iniciática, que a Imersão fertiliza, que cria o Amor criando o mundo, e antes, e depois o consagra e o batiza, separando o homem do sentido de quem o criou.

É tanto batismo quanto dilúvio, o fim das formas, o terror dos mudos: o desejo de morte do ordinário, o mergulho nos inícios constantes de tudo.

E não é sem dores, angústias e dúvidas, que buscando um tal apocalipse, o homem encontra o seu próprio eclipse, abandonando o corpo, a dor e a agonia,

para encontrar-se refeito em fonte,

contemporâneo da cosmogonia, onde possa, com sorte e ao fim de todas as mortes, abraçar o seu criador.

E, se tudo não passar de ilusão e erro, e ao final, nenhum abraço estiver à espera, se nada for, não haverá nenhum lamento.

Ou se guardar um quê de consciência, terá percebido que, em toda a sua existência, seu sonho maior se realizou:

O homem foi, do Indizível, a Sua transparência.

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