Escola Sem Partido: "Pensamento Crítico" Pra Quê?


A escola já ensina a capacidade crítica quando:

* Ensina a ler e interpretar minuciosamente um texto; * Ensina os fundamentos do raciocínio lógico e os diferentes formas de raciocínio matemático; * Ensina os principais movimentos históricos, suas continuidades e descontinuidades ao longo do tempo; * Ensina os fundamentos da geografia física, política, demográfica, etc; * Ensina os diferentes modos discursivos: poético, jornalístico, romântico; * Ensina os fundamentos da biologia e da natureza (inclusive humana); * Ensina os fundamentos da filosofia; * Ensina sobre a arte e cultura através dos tempos; * Ensina os fundamentos da química, da física; * Ensina sobre deveres e direitos de cada um de nós ; * Ensina (ou deveria ensinar) sobre a Constituição; * Ensina sobre diversos povos, particularidades geográficas e culturais, etc. ....

E esse texto pode seguir indefinidamente sobre todos os CONTEÚDOS preciosos de todo o ensino fundamental e médio.

A ESCOLA NÃO PRECISA - e NÃO DEVE- ensinar ideologia e militância, que não é senão USAR jovens sem a mínima base de conhecimento de mundo como "bucha de canhão", como "idiotas úteis" a repetir os grunhidos de ideólogos e SERVIR ACRITICAMENTE aos interesses destes.

O ideólogo, a pretexto de ensinar, torna-se a ANTÍTESE do bom professor que sabe, no seu íntimo, que NINGUÉM PODE SE POSICIONAR CONSCIENTEMENTE SOBRE QUALQUER ASSUNTO sem ter o mínimo de conhecimento.

O que os jovens precisam é desenvolver um conjunto de valores e de conhecimentos necessários à formação do seu caráter, capacidades cognitivas e intelectuais e conhecimento sobre o mundo, para além do seu umbigo e dos interesses políticos de alguns grupos sociais.

O ensino hoje está todo ele submetido à política: a grosso modo (com raras e maravilhosas exceções), não existe ARTE sendo ensinada, se não for manifestação artística, a favor ou contra determinado tópico político. Até mesmo as questões de química e física do ENEM foram canhestra e capciosamente politizadas. Os corpos foram politizados. A biologia foi politizada. Tudo. Daí, é possível compreender porque nossa juventude está tão pobre de espírito. Para boa parte dela, o espírito já nem existe.

Cumprindo de forma adequada o seu papel básico tradicional, a escola já fornece(ria) as ferramentas necessárias para a pessoa desenvolver o próprio pensamento e a capacidade crítica.

E eu iria mais longe: muito mais importante do que ter "pensamento crítico" é iniciar o aprendizado dos difíceis caminhos do DISCERNIMENTO.

O discernimento é que fornece as balizas necessárias para sabermos se é o momento de crítica, de anuência ou de suspensão do juízo, até que se tenha um pouco mais de conhecimento e informações mais sólidas.

O nó górdio é o seguinte: é quase impossível abolir a ideologia em sala de aula hoje, porque toda a esquerda considera a educação, a cultura, as artes como mera superestrutura ou conjunto de fundamentos ideológicos e culturais para a manutenção das relações de poder político e econômico.

No entanto, devemos ter em mente que ideologizar deliberadamente em sala de aula, em detrimento do ensino destas ferramentas básicas, é um dos maiores e mais perversos tipos de desrespeito e abuso infanto-juvenil.

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