Reino das Fadas


Pede por um guia; quer que seja mudo. Molda a sua vida; ouve como um surdo. Quer o feixe que ilumina, desde que seja escuro. Estende a mão, alcança o braço. Perde os pés, guarda os sapatos. Anda solitário, voluntário, afogado na piscina cheia de nada, transbordante de lágrimas hipotéticas, nunca vertidas, por emoções caquéticas nunca sentidas. E passa a vida, em meias-vidas, a proteger-se de viver, defendendo-se com as armas de um presente eterno, enraizado, que não cede lugar ao futuro e assim engole o passado. No reino das fadas, a ilusão de um tempo que não passa... Ontem era criança. Hoje, descobriu-se velho. Não viu início ou meio. Existiu suspenso. Viveu um interregno, sem compreender por que, de repente, está tão perto de morrer. Deise Zandoná Flores

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