Flor de Agosto


Inflada ou murcha, no espaço de uma casa ou de um grão de chuva, o botão da solitude - nunca solidão - floresce e me protege, para que longe do desassossego, do desespero que me causa uma multidão ruidosa, doença da alma, contagiosa, eu possa nadar feito peixe de águas profundas, ainda que outros que me pudessem ver, cegos e tolos, relatassem a tosca imagem de uma poça. Tenho em mim um oceano, talvez um mundo alternativo, universo introspectivo, tão familiar e tão estranho, que pretendo demorar-me ainda uma pequena eternidade - pequena, porque pequena eu sou, diante do me que me reporta a eternidade: verdades reveladas, temperos para o cardápio de mil vidas, um algo do Incognoscível: o maiúsculo inefável que só cabe a Deus. É o botão recôndito do meu espírito de leito, acentuado como dom ou dádiva pelo abraço do mês de agosto. Deise Zandoná Flores

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