Em Certas Ocasiões, Desligar o Pensamento É Preciso


Não, essa não é mais uma dessas postagens sobre ultrarasaespiritualidade, que diz que precisamos parar de pensar para sermos felizes, porque a ignorância é uma bênção, a mente é só um apetrecho inútil do ego, que só nos esvazia, e que precisamos nos esvaziar do ego para estarmos verdadeiramente preenchidos pelo todo, que não é nada mais do que o espelho do nosso vazio projetado sobre o universo para dizermos que somos cheios de coisa nenhuma. Não.

O tema dessa postagem é o cu, digo, a palavra cu, não o cujo em si.

Não gosto desta palavra chula. Contudo, preciso admitir que ela funciona. Nada expressa melhor o cujo do que a palavra cu.

Prossigamos: não deixo de levar em conta o pensamento ou a reflexão de alguém porque lá no meio a pessoa usou um termo chulo para se referir a algo com absoluta precisão. Algumas coisas não merecem belas palavras.

Na outra ponta da corda, menos levo em consideração alguém que só fale em cu.

Menos confiável ainda alguém que jamais usa um termo chulo. Explico: poucas coisas produzem tanta merda quanto a tendência de algumas pessoas à embelezar tudo, inclusive a merda.

Como disse, não deixo de raciocinar quando alguém fala um termo que fere a minha "sensibilidade européico-tupiniquim".

"No entretanto" (creio eu que alguns mesclam "no entanto" com "entretanto" não por ignorância, mas para enfatizar um pouco mais a ênfase), há momentos em que é preciso desligar o raciocínio diante diante de uma palavra chula como cu, por exemplo.

E o momento preciso de fazer isso é quando tentam extrair na marra do cujo algo que ele não pode produzir, como filosofia, por exemplo.

É uma questão de respeito ao moço levar em conta seus usos e funções, independente do seu proprietário considerá-lo via de mão única ou rodovia de mão dupla.

Se tem duas coisas que o cujo não produz são filosofia e arte. Sendo assim, meus caros, é esta a hora de suspender o juízo, de desligar o pensamento. É essa hora de não dar trela aos embelezadores de palavras chulas. Também é a hora de ter cuidado com a elegância fora de contexto: não adianta nada recusar a estética do cu e aplaudir a estética do ânus.

Esse é o momento único e precioso de recorrer aos instintos mais animalescos e primitivos e simplesmente dar um pé na bunda destes filósofos e artistas de merda, literalmente.

Pois é, não curto palavras chulas, mas elas funcionam em alguns casos. E funcionam justamente por não admitirem floreios e traduzirem algumas coisas naquilo que elas verdadeiramente são: um cu e só.

É como eu sempre digo:

"Polvilhar chocolate granulado em bosta não a transforma em brigadeiro."

Saudações emporcalhadas!

Deise Zandoná Flores

#cu #estética #ânus #chula #crônica #opinião

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