Armadura Reciclável


Até hoje, veste armaduras de papelão. Lembra da infância: pulava muros rumo ao desconhecido, defendendo-se de todos os inimigos, portando um escudo rústico feito à mão. Só precisa evitar a chuva. No entanto, ainda chovem as nuvens do abandono. Trocaria ouro, se ouro possuísse por uma armadura feita de tempestade. Nos aniversários, sem saudades, como é triste! Nos demais dias, recorre sempre ao chiste, rumo ao Rio Lete. E, assim, brinca no meio da rua, desafiando a chuva para mais uma briga! Registre-se, sem dúvidas, que sempre perde. Assim, resumem-se os seus natalícios : atravessar o Rio Lete todos os anos, sem perder o fôlego nem se afogar. Deise Zandoná Flores

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