Cria da Noite


A buscar nos longínquos registros de minhas memórias, dei-me por mim que todos os sustos da tal paranóia eram o Chamado do meu resgate, que eu não ouvi. Tão aterradores eram os sussurros e tão lancinantes as suas dores, que o raciocínio foi suspenso, frente aos urros do Espírito, que o meu nome, em uma noite, pronunciou. Enfim, consegui ouvir e, na cacofonia, distinguir para só então escutar: "És cria da Noite, serpente, antena". E eis que sopros e sussurros deram trégua, enquanto as paranóias se tornavam ficções cativas da minha memória. Sucedeu-me isto, quando eu me pus prostrada,

de joelhos diante de meus medos, em um silêncio tão afiado quanto desafiador. Diante de uma chávena de chá de hibisco e de porte da minha adaga, eu disse, em alto e bom tom: "Mãe dos Sonhos, das Misérias, da Discórdia, da Loucura, do Destino, da Velhice, dos Dias, da Noite, do Sono, da Amizade, do Escárnio, da Fome do Engano, da Morte, do Descanso, das Ninfas do Pôr-do-Sol e das Sombras, estou a Te escutar." Deise Zandoná Flores

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