Nas Pontas dos Dedos do Cavalheiro


Cavalheiro, moço casadoiro, de passos firmes, em todos os outeiros, não és como os tolos, passadiços, passageiros, teu ouro, como teu fogo, é genuíno, é destino; e não, passeio. Tu concedes, à tua dama, teu agasalho. Tu a proteges no interno da calçada. Dizes que podes e tentas mil jeitos de poder. Teu poder está na bomba que domina os sítios do teu peito. Aonde vais, a lua bem te segue. Esconde-se pequena no abraço do teu sol. Sonha ser a sombra tua, o teu girassol, como tu te fazes girassol e o meu sol persegues. Da mesa à cama, da cama às flores, nos jardins de teus sentimentos, sinto as tuas dores. Tens o diabo, que me tenta, em tua pele. Tens o Deus, que me acolhe, em teu coração. Tens a mim que te aquece mais que tuas vestes. Tens meus medos nas pontas dos teus dedos. E com eles, fazes tranças, que enfeitam meus cabelos e me encantas com as loucas danças de teus pés ligeiros. E eu me faço frágil mesmo sem o ser, só para viver em teu colo e em teu colo morrer, meu cavalheiro, meu paradeiro, meu descanso, meu final outeiro. Deise Zandoná Flores 03-07-2018

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