Vênus Portentoso


Grita o mel, grita o fel, grita a ambrosia. Do azedo e do amargo, já se cansa o longo dia. Pede cores, pede odores, pede trégua à lousa fria. Entoa cânticos, encantos às melissas, sussurra primais encantamentos... No farfalhar das folhas, a noite coroa ou urra ancestrais ensinamentos. Avança o vasto e negro silencioso, casto, gerando filhos dos astros. E, dos astros diletos, o cobre portentoso é deleite dos aedos, dos poetas e dos pintores. É segredo dos seres desejantes, mesmo em suas mais terríveis dores. Amantes estes são do mundo, do submundo, do infinito e das flores. É tão profano amor tal amor divino; é cria louca, a criação é louca criatura, que se faz gravar no espírito, tal é o seu nome e sua envergadura. E não é mais que corpo, alma, semente e semeadura. É a chama fria da cova rasa ou da profunda que lança o mel por sobre o fel da triste vida. E quer a sorte ou diz a tal Fortuna que as delícias do amor em vida são dádivas da Morte e sua dor rotunda.

**** Imagem: nasa.gov

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