Ares


Crias formas diante de meus olhos: traços e silhueta, passos e beleza... ... que já tens em minha mente. Gravado em minha essência, obra-prima da natureza, ódio e lealdade, guerra e amor dor, sangue, elmo, espada e escudo... ... eu te curo do rechaço, dos ferimentos. Guarda teus gritos horrendos, para afugentar inimigos nos campos de batalha! Ares, eu te espero na esquina do Equilíbrio com a Morte, onde o meu leito guarda o peito que te guarda. Nunca para! Nem precisas... Depõe armas à beira da cama!, pós-passos firmes na grama, que te conduzem a mim: segredo e aliança. Traz teu ímpeto! Converte tua fúria em Eros! Nossos filhos, teus aliados, teus companheiros nas guerras... ... Medo e Terror seguirão contigo. Eros estará sempre entre nós. E, na união do Amor e do Ódio, nossas glórias, nossas Troias, nossas histórias... Não estarás preso no jarro, mas em meus braços! Tua sede de sangue, sacia em mim! Tudo em mim clama por tua ira. Somos iguais no espelho: duas forças implacáveis, que caem como raios sobre Deuses e mortais: deleites e tormentos. És tu, lança; eu, ventre. Há de existir cultivo, ou restará poeira de constelações. Há de existir sacrifício, ou prestar-se-á somente ao fim. Delírios, paixões... Quem há de nos enfrentar? Tuas derrotas serão vitórias! Eu serei, das Deusas, a mais bela! Maçã de ouro e brônzea armadura... Na paz ou na guerra, a Guerra e a Paz... Temos de pôr desafios à Psique: que cresça ou então que pereça! Custa o sangue, custa as lágrimas; Custa o coração, custa a devoção; Custa o compromisso, custa o sacrifício; Custa a morte, custa o perdão. Entregas à sorte, sem a solutio: alquimia. Somos iguais por sermos tão distintos... Eu te persigo, há tempos, com meus instintos, desde os meus sonhos púberes, quando invadias o quarto pela janela e alcançavas a janela da minha alma. Tiravas-me a calma. Entregá-la-ia por tuas graças, atrás de escudos, atrás de lanças, segura das batalhas por tuas muralhas! Amo teu Amor como o teu Ódio! Rejo o Amor como o amor-próprio! Que aqueles que nos recusam tornem-se não mais do que são: vazios de tudo, plenos de nada! Somos duas faces de um mesmo espelho. Estamos dentro e fora do tempo. Eros, Terror, Harmonia e Medo; deleite e dor dos mortais; desafios aos destemidos, gelo aos desertores, não alcançamos Ecos e Narcisos! A quem foge do amor e da guerra: deserto, esquecimento, sombras... ... e pânico! Vem com teu terrível ânimo, que te acolho como és! Beijo teu ego como beijo teus pés, - tais beijos como os que os meus foram contemplados! Sem qualquer traço de medo de teus gritos de dor, de teus rugidos horrendos, escuto teus passos ao ver os teus traços recriados! Nas formas que crias diante de meus olhos, no aroma de ferro dos respingos de sangue em tua fronte, vislumbro a fonte do amor e do escudo. Mil faces de duas de um mesmo espelho... Mil vezes, eu digo que te amo, meu Ares!

****** Pintura: Deise Zandoná Flores Desenho: Arilton Flores Alta Sensibilidade no Facebook

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