Arrebentação


Magnético... ... eis como se apresenta aquele de cuja presença eu não me furto.

Profético... ... eis como percebo o verbo que, de tão certo, eu me desculpo.

Não me culpo por mal calcular o ponto onde arrebentam as ondas.

Minhas costas queimadas... Meus pés cheios de lama.... Eu procuro as sombras, pois que sempre as encontro, no ponto onde mal calculo e as ondas me arremessam.

Eu pulo! E, entre um pulo e outro, peixes, como gatos, roçam minhas pernas.

Eu me abro... ... e abro meus braços, para que o equilíbrio me alcance, nos pontos em que desvio da lama... ... ao menos enquanto a terra não drena a água não drena a terra não drena nada.

Tão tarde, tão cedo... Por coragem, por medo... ... talvez eu goste de ser arremessada, no ponte onde mal as calculo.

Subterfúgio?

Estas são algumas de minhas sombras, de minhas ondas, de minhas conchas, de meus refúgios...

Tão tarde, tão cedo... Por coragem, por medo... Invada-me!

*****

Deise Zandoná Flores Ilustração: Arilton Flores

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