Mar Negro


Sentada na areia, na escuridão da meia-noite, o abraço, o embalo das ondas de Afrodite no meu corpo, o leva e traz das águas, o leva e traz das emoções... Adiante, só a visão da espuma vindo ao meu encontro... O mar negro de céu nublado é um convite ao afogamento. E eu me perco em pensamentos de quem aceita e se entrega a um chamado para o abraço eterno, tão calmo e tranquilo sob o céu da lua cheia encoberta. Um manto de nuvens respinga na testa, e eu nem sinto o vento frio sob a água cálida. O mar negro convida ao afogamento... Eu não quero tirar suas águas da minha pele, então, deveras leve... E, assim, estou... ... como um mar negro cujo horizonte não se enxerga, cujo fundo não se desvela em intenções... ... quais intenções que outrora e hoje me refletem. Alguns siris parecem me ter mais sentido do que o retorno à cama e a sonhos de quaisquer formas repetidos, sempre me levando aos mesmos caminhos mortos e sem saída. Se, à praia, tenho opções de afogamento ou ar, à cama, sonhos teimam por me sufocar. Queimo em velas e incensos meus pedidos de exorcismos... Mortos não voltam... E hoje, para variar, eu teimo em não os encontrar... Que seja feito meu desejo tal qual uma prece: que estes caminhos em neve não tornem a me congelar! Deise Zandoná Flores

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