Outrora Hoje


Quando uma estrada é tudo o que resta e não há sítio para onde correr... ... sem mapas, sem cartas, com um baralho de nadas, viver torna-se sinônimo de morrer, no dicionário das coisas que não precisam fazer nenhum sentido. Eu sigo pela estrada dos meus desatinos... Eu renasço nas mesmas coisas para as quais morri. E as lembranças de sorrisos nublados são depositadas no lixo do tempo. Estranhos outros sentimentos, indizíveis, inefáveis, indescritíveis, inimagináveis... Estarreço diante de meus antigos espantos. E canto episódios de quando outrora esmoreço. E, se verbos estão perdidos no presente, é porque, no passado, eu pereço. Sou presente no pouco que fui. Estou ausente no tudo que sou. E me encontro em um lugar-espelho, onde tudo o que foi não terá sido, enquanto os verbos do meu vivido ainda estiverem conjugados no presente do indicativo. Entrementes, frente à toda a dúvida e toda a discórdia, não hesito em fazer-me, a mim, imperativo.

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Poema de Deise Zandoná Flores Ilustração de Arilton Flores

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