Defensa Metálica


Mais fala, menos sabe... Mais anda, menos chega... ... e permanece em moto contínuo. Mais planeja, menos realiza... Mais se esforça, menos alcança... ... e permanece buscando o infinito. Mais gasta, menos tem... Mais vai, menos vem... E, então... Os pontos de uma reta em um mapa, tanto mais aleatórios, quanto menos são destino, em vão... Eu agradeço por todas as curvas - muito fechadas para vencer -, e todas as derrapagens e todas as capotagens das quais pude proteger. Eu estava ali... como aqui. Sempre estive aqui. Talvez eu seja só aquela defensa metálica, em que os carros batem, mas não caem do precipício. Corremos... Morremos... E, então, somos um pouco de grama, um pouco de pólen, um pouco de árvores, um pouco de gente, um pouco de infinito, que não se busca, mas se é simplesmente... ... sem mais caminhos, nem mais percursos, sem mais desvios de cursos, nem mais pavios queimados: parafina quente, derretida, antes que queime. Talvez eu seja só aquele que faz o trabalho sujo, que precisa ser feito, e ninguém mais se dispõe a fazer. Talvez eu seja só aquele que faz o trabalho sujo, e não espera, nem deseja ser visto, por enquanto... Talvez eu seja nuvem, em que cada um vê o que há dentro de si: pavio aceso de uma vela negra, chama que parece flutuar no breu. Desafio a olhar atrás do espelho, antes do próximo adeus dos próximos adeuses que ainda darei.

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