Como Nasce a Poesia


Como nasce a poesia? Não sei. Toda a vez é diferente. Não há nenhuma regra. Posso falar da poesia de hoje: ECO.

Como eu falei no primeiro verso: "nesta noite, eu te ouvi chamar por meu nome..." Tudo teria parado por aí. Eu voltei a dormir e não pensei mais nisso.

Pela manhã, como em qualquer outro dia, estou a ouvir e cantar algumas músicas, enquanto ajeito as coisas por aqui. Quando tocou "My Hero" do Stereophonics, travei. Não consegui ouvir até o fim. Já tinha ouvido aquela música inúmeras vezes, mas...

O que me acordou à noite, veio à tona. Meu coração para por um instante. Minhas pernas fraquejam. Sento para recobrar o fôlego... Pego papel e caneta, sem saber bem o que escrever.

E viajo não sei bem para onde. Não sei quanto tempo passou, se poucos minutos, uma hora ou mais que isso. Perdi a noção do tempo.

Alguns podem dizer que isso não é exatamente um processo de criação artística, pois que mais se assemelha a um arroubo ou um transe.

Como nasce a poesia? Eu não sei dizer. A única coisa em comum na escrita de todas elas é que elas me invadem.

Não tenho pretensões de controle. Não tento me impedir de sentir nada. O coração para ou dispara, fraquejo ou sinto dor, medo, arrepio, excitação, angústia, alegria... Deixo sentimentos e sensações seguirem seu curso. Não me faço perguntas, questionamentos ou julgamentos.

Às vezes, a poesia me cobra olhos inchados; às vezes, má digestão; às vezes, euforia; às vezes, insônia... O certo é que ela sempre cobra alguma coisa: sensações físicas, sintomas, corpo. Sempre.

O corpo fala. É quando subitamente algumas dessas sensações me invadem, que eu sei que é hora de pegar caneta e papel. Para quê? Nesse momento, eu ainda não sei. A poesia vem. Só vem.

Ela não nasce dos meus pensamentos. Nasce do meu inconsciente. Nasce do meu corpo, sobretudo, do meu corpo. Ou eu renasço dela. Não sei dizer.

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Deise Zandoná Flores

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