Para Longe do Muro, Bem Além das Cordas


Como o oxigênio que alimenta os meus pensamentos, e a lua que encarna em meus momentos, cresço, entardeço, esqueço o pequeno, o comum e o insólito para me tornar alimento de carne e espírito. Nutro substâncias corporais para os corpos e cabelos que os meus sopros tocam: o meu zelo e o cumprimento ao mundo, as minhas mortes que animam outras vidas. Dói. Doem-me outras dores, na calada da insônia, quando a noite me devasta para me dizer "basta de inútil sofrimento, de paliativos de vãos e fúteis consolos!" O conforto seguiu seu rumo em direção ao futuro e, para longe dos muros, bem além das cordas, o nunca retorno às mansardas para então ganhar o mundo na ponta dos pés, enquanto eu, eu busco viradas e ironias em xícaras de café, refis de um fôlego a mais, um suspiro de delírios para compor o non sense da vida, desta feita, de minha autoria. Jaz a paz nas mansões das alienações, em que vermes e barcos voadores devoram as teias de aranha no teto. Eu bem que cogitei destruir o telhado para sentir a chuva encharcar angústias e papéis. Apercebi-me de que borrariam minhas letras e minhas megalomaníacas pretensões de grandiosidade e eternidade, já previamente destinadas a morrer de inanição. Em papéis molhados, em um repente, morreriam de vez.

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