Sinfonia de Vísceras e Coração


Ele tem forca. Ele tem força. Ele tem olhos de ataque Ele tem sorriso de ternura. Ele é evento e conjuntura. Ele é contradição. Ele é o ápice até onde a contradição é esticada. É a conjunção do universo e do nada. Ele tem o Amor e a Guerra, convivendo, em harmonia, em seu território. Ele tem a transgressão e a tradição. Ele tem a inovação e o conservadorismo. Ele é a contenção e o clímax dionisíaco. Ele é o istmo entre a península das dúvidas e o continente das convicções. E quem vê a ternura não compreende o fogo. E quem vê a fúria não absorve a água. Ele não existe para ser racionalizado. É selvagem demais para ser enquadrado. É civilizado demais para ser aceito,

sem ser questionado. Crasso erro! Ele existe para ser sentido, como aquela canção sem uma letra-guia cuja melodia faz todo o sentido, embala os nossos sonhos, promove uma viagem pelos sentidos. Guarda tuas caixas e teus conceitos! Quem está em uma das pontas, não vê os extremos. Guarda tua precária racionalização! À emoção, ela é apenas castração. O que não é compreendido, deve ser acolhido, nunca tolhido. Silencia a mente. Escuta a intuição. E, a essência, vê! Ela está na aparência e além. Ele é mais do que apresenta. É um iceberg cuja ponta é tudo o que vemos, de um ponto de vista acima da água. É só perspectiva. Perspectiva... E o que conta é o que está além do iceberg. Ele é o próprio oceano em seus dias-brisa e em seus intermitentes maremotos que, às expensas dos maiores esforços, são arduamente contidos. Ele integra a natureza.

E ele é a própria natureza, repleta de explicação e ainda mais repleta de mistérios. Cuida, tu, do que faz arder os seus sentidos! Quem contém maremotos por muito tempo, por certo, um dia há de se afastar. E, em se perdendo a Guerra, perde-se também o Amor. E, em se adotando política insípida e estratégia, a natureza, ainda assim, soberana, impera. E quem é resistência, não é obediência. E quem é força, também sucumbe e se recolhe.

Mas, como da natureza,

nada do que dele se retira, retirado fica. E, como a natureza devastada, ele-natureza se recria... ... de outro jeito, com outra natureza, em outra criação. E, a todos os agentes da agressão, a natureza oferta devastação. E, a todos os agentes da seca, a natureza oferta lamentação. A vida sempre encontra um jeito; talvez não, a tua! Atente para o que eu, por ventura, alerte: frente à natureza, somente espanto e respeito! Ela nem sempre sabe que sabe, mas ela sempre sabe. Com Ele-Ela, natureza, naturezas, nunca se fala com a cegueira ressecada da razão, e sim com a visão inundada da intuição. Racionalismo, à natureza, é seca paralisia. O que é selvagem precisa de sinfonia de vísceras e coração.

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