À Meia- Luz


Alguns amores são feitos para a luz O meu não é um deles Por isso, tranque a porta, feche as cortinas, deixe não mais que a meia-luz. Quero ver os seus olhos, ler os seus contornos, Quero tomar de empréstimo seus ouvidos. Há sempre doses de obscenidade na simplicidade. Ainda sou a menina que triangulava o olhar entre sorrisos Ainda sou a menina que lutava consigo mesma para sustentar o olhar, mas eu não desisti de ousar Eu não desisti de ousar Há coisas na mente que nunca deixei a boca falar Meus pensamentos tiraram a minha inocência precocemente em um momento em que eu não podia compreender. Há coisas na mente que nunca deixei a boca falar Meus pensamentos tiraram a minha inocência. Não é algo que eu vi Não é algo que ouvi É algo que surgiu espontaneamente, precocemente na minha mente. Alguns amores são feitos para a luz O meu não é um deles Por isso, tranque a porta, feche as cortinas, deixe não mais que a meia-luz. Use seu melhor verbo para me convencer de que você não é uma ameaça. O meu corpo você pode ter ao sol; meus segredos, só à meia luz. Há sempre um pouco de obscenidade na simplicidade. Não é algo que eu faço, é o que os sentidos ordenam Sempre ordenaram Não é algo que eu possa dizer numa tarde de sol. Há sempre um pouco de transgressão no império dos sentidos. Você nunca poderia saber na triangulação que a luz do sol impunha ao meu olhar. Você nunca poderia saber ao ver minhas bochechas cor vinho rosé. Sempre pensei ter algo errado comigo O baú dos meus segredos esteve fechado todo esse tempo Sempre pensei ter algo errado comigo Não me faça sentir que há algo de errado comigo Eu vejo sua pele brilhar ao sol e isso me faz silenciar Eu vejo seus olhos escrutinadores e isso me faz silenciar Alguns amores são feitos para a luz O meu não é um deles Por isso, tranque a porta, feche as cortinas, deixe não mais que a meia-luz. Use o seu melhor verbo Convença-me de que você não é uma ameaça Quero ver os seus olhos, ler os seus contornos, Quero tomar de empréstimo seus ouvidos O meu corpo você pode ter sob a luz do sol; meus segredos, só à meia luz Há sempre doses de obscenidade na simplicidade Sou mais selvagem do que tento transparecer Há sempre um pouco de transgressão no império dos sentidos Sou mais selvagem do que consigo esconder E se for conhecer o meu amor, precisa conhecer os meus segredos E se eu for dar a conhecer o meu amor, preciso ver a solidez que você abriga sob a sombra do seu caráter A confiança brota da escuridão à luz Por isso, tranque a porta, feche as cortinas, deixe não mais que a meia-luz. Use seu melhor verbo para me convencer de que você não é uma ameaça O meu corpo você pode ter ao sol; meus segredos, só à meia luz. Há sempre um pouco de transgressão no império dos sentidos Sou mais selvagem do que consigo esconder Há sempre um pouco de abuso nos domínios do desejo.

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#amor #obscenidade #transgressão #sentidos #segredos

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