Como Uma Arma


Você pega o seu amor como uma arma E apunhala o coração de um outro alguém Para amar, ensina a sangrar É esse o preço, é essa a sina, A dívida do salto, O preço da ousadia. A hesitação mata como veneno em pequenas doses, Corrói a mente, Corrói a pele. Então você mente, Cerca aquele alguém que você quer Como uma presa em fuga de uma caçada, Confusa, assustada, Sem tempo para pensar. Você pega o seu amor como uma arma E apunhala o coração de um outro alguém Tudo é fácil até não ser mais, Tudo é difícil até não ser mais. E o que é impossível é um desafio, E o que é sólido está por um fio, A dor é o preço da coragem, O fracasso é o contorno da vitória, A perda é o que sobra da bagagem, O amor não deixa espaço para glórias. Somos grandes até sermos formigas, Somos fortes até estarmos em dívida. É esse o preço Do pacote completo, É essa a sina do salto, a coroação da ousadia. Você pega o seu amor como uma arma, Você cerca aquele alguém que você quer, Você o empurra até cair E o agarra antes de bater no chão. Você está preso mas faz o que quiser. O amor é confiança até não ser mais O amor é crime, É aliança até não ser mais. O que é desejo é arrepio O que muito fala não dá nem um pio. Você é poderoso sendo indefeso, Você é imenso sendo pequeno. A paixão é cruel até ser amor, A ferida é fatal até o choro da dor, A dor da queimadura é o preço do calor, A morte é o preço do amor. Você pega o seu amor como um punhal E crava no coração de um outro alguém. Você lhe entrega o seu coração Para que possa respirar. O amor é dor até não ser mais, O amor é cura até não ser mais, O amor é doença até não ser mais. O que é impossível é um desafio, O que é sólido está por um fio O que está morto torna a viver, O que está vivo torna a morrer. O amor não deixa espaço para glórias, O amor é fracasso até ser vitória, O amor é esquecimento na memória, O amor é fábula em história , O amor é história contida em uma fábula, Um delírio lúcido a dois. E sendo a dois, o delírio não é loucura, É cura para o excesso de lucidez. Você pega o seu amor como uma arma E crava no coração de um outro alguém. O amor desarma no perigo, O amor nos deixa vulneráveis, O amor faz o mal até fazer o bem, O amor é tomar outro alguém Na prisão dos seus braços. É não deixar espaço para escolha e ser livre, É não deixar espaço para a fuga e ser livre. O amor prende para libertar, O amor dói para sanar. Você pega o seu amor como uma arma E crava no coração de um outro alguém, Arranca-lhe o coração, Põe no lugar o seu. Cega-lhe os olhos, Ensina-lhe a ver, Sem deixar escolher. O amor ou vê tudo o que há para ver Ou não existe. E sendo empatia, Deixa alegre e deixa triste, É dor e alegria. E se não é empatia, É qualquer coisa vulgar, Qualquer coisa para preencher lugar, Que não amor. E, sendo empatia, É paz, é crime, É parceria. Você está preso e pode fazer o que quiser. Põe um oceano de lágrimas em uma colher. Você arde sem arder, Você morre sem morrer. O que é impossível é um desafio, O que é sólido está por um fio, O que é mar cabe em um rio. É o que no calor causa arrepio, É o que pode ir longe em apenas um passo, É o que precisa de tempo e cabe em um abraço, É o que é silêncio e fala em um grito, É o que é infinito e cabe no peito, É o que acredita que tudo tem jeito, É o que enclausura para ensinar a voar. Você pega o seu amor como uma arma E apunhala o coração de um outro alguém Arranca-lhe o coração, não lhe deixa escolher, Preenche o vazio no peito com o seu. E, em um fôlego, em um suspiro, O amor é o que mata para ensinar a viver, O amor é que vive para tornar a morrer. É sentir sem compreender, É não saber o que se é e apenas ser. *****

#amor #arma #infinito #olhos #fuga #coração #punhal

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