Contida


Estou aprendendo a desfazer meus rastros para que o passado não me encontre Estou me livrando das evidências de todos os erros e acertos em nome do futuro Estou soltanto os clipes de papel que mantinham coesos meus antigos textos Eu deixando para trás os antigos poemas e fotografias Os velhos copos usados ficaram esquecidos na pia Enquanto eu encenava um adeus ao futuro tomando um chá E o futuro se foi... Estou sendo seguida pela sombra dos antigos dias Eu aprendi a despistar as sombras nas paredes do meu quarto Completo os ciclos interrompidos dos passado Com relógios que às vezes enganam as horas Agora eu acompanho o tempo nos sinais no meu corpo Meu relógio interno sempre foi mais preciso Enquanto os dias avançam confusos É nas noites que eu me torno quem sempre fui sem saber Recupero as lágrimas vertidas pelos sonhos enterrados prematuramente Eram lágrimas absorvidas pelas areias do tempo Que estou guardando para costurar uma nova pele para mim Estou abandonando as bagagens Estou partindo rumo ao desconhecido Sem previsões ou prevenções... No mar de ideias que me afogam, Na caverna de emoções que me protegem da frieza do mundo, Eu encontro a velha morna sensação de que você sempre esteve lá... E ainda está... Nos rios dos meus desatinos, Tentei guardar lembranças que teimavam em fenecer Fui a dor de todos os que viviam em mim Fui as extensões de mim que viveram nos que amei Hoje sou as grades em que estou contida para não desaparecer.

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#tempo #rastros

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