Poema Sintoma


O poema brota: dor aguda no peito, aperto na garganta, sufocamento. Poema-pânico: pede água, respiração e grafite. Poema- angústia: que alivia no desenho das letras no papel. A tristeza é poema. A saudade é poema. A dureza é poema. A melancolia é poema. O desespero é poema. A nostalgia é poema. Poema é tudo. O poema afeta. Poema é afeto, e afetação. O poema é sexo. É poema-sexo: escrito com as tintas suadas do corpo no corpo dos corpos enleados. A raiz do poema é sintoma, original e primordial, comunicação pré-verbal do corpo. Poema-raiz traumatiza. Poema-linguagem simboliza. Poema-criação sublima. Poema- sintoma encontra carbono e grafite e se transforma em sede de papel: o papel de papel medicinal. E no papel, o poema explode em clímax de palavras, orgasmo de criação, relaxamento da angústia. Sintomas explodem palavras combinadas. O poema sendo fato é ato, é verbo, é expurgo. É profilático. É balsâmico. É terapêutico. É ansiedade trancada, é paranoia incubada, é orfandade doída e assumida. É amor recusado. É vida. O poema é triste. O poema é crise. É dor. É morte. É regeneração. É sintoma. É palavra: sai do corpo e cura. E deixa em seu lugar, saúde, alívio e torpor. ******

#poema #poesia #sintoma #criação

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