Melancólico e Triste


Eu enterneço quando me esqueço que me atingiste no peito com um punhal. Eu entristeço quando me lembro que me amaste além do carnaval. Me amaste no dia de todos os santos, no dia dos fracos, dos mendigos nas esquinas. Me amaste nos estilhaços do humor sarcástico que restou, no fim do encontro trágico em que estavas lúcido, rememorando com igual tristeza as nossas tristes sinas apartadas. Amaste um amor torpe e covarde, a precariedade da minha existência. Amei um amor melancólico e triste, a mediocridade da tua essência [tão ínfima, pequena e cruel. Tua postura plena de nada, altiva, austera, exibe bondade que se extingue como um toco de filtro em um cinzel. O teu coração frio como gelo, duro como pedra, não guarda espaço para um amor sereno, uma paixão inflamada, um desejo aceso [não guarda nada, ou quase nada.

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