Doenças psicossomáticas: teatros do corpo


Passeando os olhos pelas seções de uma livraria neste final de semana, encontrei um "tesouro" muito rico em informações: "Teatros do corpo: o psicossoma em psicanálise" de Joyce Mcdougall, uma escrita muito rica, que usa a metáfora do teatro para falar da realidade psíquica. Quando há conflitos graves em nosso inconsciente, este manda inúmeros sinais à nossa consciência, como se fosse um teatro mudo: precisamos interpretar a "mímica corporal". Estes sinais são sintomas físicos que nos causam desconforto, servindo de um poderoso alerta de que existem mensagens no nosso insconciente que precisamos decifrar. Quando demoramos muito à mergulhar em uma investigação detalhada destes sinais, eles se agravam sob a forma de doenças psicossomáticas, sem nenhuma causa orgânica aparente, de fundo puramente psíquico e emocional, que podem ser debilitantes, prejudicando seriamente nossa qualidade de vida.

Não é à toa que devorei o livro em menos de 24 horas. Desenvolvi algumas destas doenças psicossomáticas ao longo dos anos. Tão intensos foram os meus sintomas, que fiquei incapacitada de dar um passeio ao ar livre, de ir a um parque (ou praia) durante quase 6 anos. Durante todo esse tempo, as únicas saídas de casa eram para ir a médicos e hospitais. E com relativa frequência, passava muito mal nestas breves saídas. Desnecessário dizer que essa clausura forçada me manteve durante muito tempo em uma grave depressão que só piorava ainda mais o meu quadro.

Todos nós somatizamos

Existe uma crença no senso comum de que só as pessoas frágeis ou "fracas" mentalmente são capazes de somatizar: de sentir no corpo seus conflitos interiores.

Verdade seja dita: Todos somatizamos mas a maioria de nós não sabe disso. Ou não acredita!!

Essas crenças equivocadas só atrasam o processo de cura. Não raro, ao ouvir um diagnóstico de doença psicossomática, a pessoa o rejeita achando que o médico não sabe do que está falando. O quadro se complica principalmente quando ela desconhece os seus conflitos interiores: "não estou estressada ou deprimida, esse cara não sabe do que está falando!" Em alguns casos, as doenças psicossomáticas aparecem muito antes de uma depressão, estresse ou qualquer outra doença do sistema nervoso. E é preciso prestar muita atenção aos seus sintomas e tomar as providências necessárias.

Por quê somatizamos?

Nosso cérebro registra e memoriza tudo o que sentimos e aprendemos, nossos conhecimentos e emoções, nossas primeiras impressões do mundo sob a forma de símbolos e significados. É isso o que permite a um bebê reconhecer pelo olfato, pela voz, sua mãe e seu pai, sentir o que seus pais sentem, muito antes de aprender as primeiras palavras. Nossa primeira forma de comunicação com o mundo se dá através das emoções, da expressão de dor e alegria, do choro, dos gemidos e das necessidades fisiológicas. O bebê não fala, não relata o que precisa, não diz quando está com calor, frio, carente de atenção, de higiene, a não ser através de sinais físicos de sofrimento que precisam ser interpretados pelos seus pais corretamente para que eles tomem as providências necessárias para pôr fim ao sofrimento de seu filho e para ele possa retornar ao estado de natural tranquilidade e descanso. ( Isso gera muita aflição nas mães de primeira viagem: conseguirei interpretar os sinais do meu fillho? Serei uma boa mãe?)

Imagine que você adulto não conhece os seus dilemas insconcientes: você é como uma mãe inexperiente e distraída que não consegue interpretar quais os cuidados que o seu bebê interior precisa. Imagine agora todos os sintomas psicossomáticos que você já teve, todos os diagnosticos de doenças psicossomáticas que você já ouviu e ignorou: nesse caso, você é como uma mãe negligente, uma mãe que não está interessada em saber se seu filho está com fome ou doente, porque não está disposta a amamentá-lo ou levá-lo ao pediatra. Digamos que você está ouvindo seu bebê chorar em desespero e ao invés de ir acalmá-lo, ao invés de ir acalmá-lo, você o ignora ou até mesmo bate nele para que ele pare de chorar!!! Cruel, não?

E você, como você se trata quando seu corpo chora em desespero? Quem é o seu bebê? Seu bebê é o seu próprio insconciente, o local onde ficam armazenados os registros das suas emoções e primeiras impressões do mundo: aquela parte sua mais primordial que já existia mesmo antes de você se conhecer. Ele está aí dentro, sofrendo, chorando e esperneando em absoluto desespero até que você o escute e aprenda a confortá-lo. Os seus sintomas podem ser os mais variados, porque o seu bebê interior está tentando de todas as formas fazer a sua mãe prestar atenção ao seu sofrimento. Sua mãe, neste caso, é você mesma, já adulta, com toda a sua experiência de vida e capaz de buscar ajuda, ouvir conselhos e tomar as providências necessárias para confortar o seu bebê interior . (Para os homens funciona da mesma forma. Alguns deles, por razões históricas tem mais dificuldade de admitir essa parte frágil de si mesmos e buscar ajuda).

Ignorar o seu inconsciente não vai resolver. Não adianta você esperar que o seu bebê pare de chorar sozinho achando que ele só está fazendo manha. Não existe manha. É melhor você acreditar nele: ele está sofrendo. E não é pouco sofrimento! Você apenas aprendeu a ignorá-lo por muito tempo. É hora de lhe dar ouvidos.

O que você faria como mãe de primeira viagem? Você não pediria conselhos à sua mãe ou alguma amiga que já teve filhos? Você não observaria como outras mães cuidam de seus filhos? Pois bem, é hora de se informar sobre as doenças psicossomáticas. É hora de pesquisar na internet, ler livros, e aprender todo o possível. É hora de procurar ajuda. Existem profissionais especializados em decifrar o inconciente (os enigmas psíquicos e emocionais) e propor formas de lidar com eles. Você sabe quem são. Está na hora de procurar um deles.

Dilemas terapêuticos

Eis que você cria coragem de procurar um profissional. É um grande passo, mas não é tudo. Na verdade, é apenas o primeiro passo de uma jornada. E eis que você se depara com dilemas que possam parecer insolúveis em um primeiro momento. E você precisa começar a destruir muros e a construir pontes. E como é difícil! E como é necessário!

Existem algumas barreiras. Barreiras da linguagem, da interpretação, barreiras da nossa cultura carregada de preconceitos com relação às aflições psíquicas e emocionais. Alguns dilemas surgem mesmo dentro de consultório. Ou principalmente dentro dele!

Um dos primeiros dilemas surge quando o terapeuta informa que as doenças psicossomáticas consistem em uma forma infantil de comunicação! "Infantil? Sério, mesmo?" Sou uma pessoa adulta, ocupada, cheia de coisas para resolver, estou com problemas, venho consultar um profissional e ele me diz que sou "infantilizada"? É isso mesmo o que estou ouvindo?

Não. Não é. Isso é uma das grandes confusões que podem se instalar no processo terapêutico. Aqui, do lado de fora do consultório, adultos são seres mais "evoluídos" do que crianças, sabem mais da vida, viveram mais. Em consultório, a criança, o bebê interior tem um outro significado além daquele comum de alguém mais jovem ou que sabe menos. Geralmente, a criança referida nesse contexto significa alguém que precisa ser protegido, compreendido e ensinado. Dependendo de como alguns terapeutas abordam essa questão, e de como alguns pacientes a compreendem, esse dilema acaba se tornando um mal-entendido e gerando um mal-estar que mais entrava do que auxilia o processo terapêutico.

Não se trata de uma "infantilização" ou um retrocesso. É bem mais complexo do que isso. As doenças psicossomáticas tem uma forte ligação com a forma como fomos cuidados por nossas mães e pais ainda no primeiro estágio de nossas vidas (antes da linguagem). Se a mãe ou pai não soube interpretar nossas mensagens, se não sentimos nossa mãe como uma figura capaz de aplacar nossos medos, não conseguimos desligar os nossos sentidos, relaxar e adormecer com facilidade. A primeira grande doença psicossomática é a insônia infantil.

Porém, você desenvolveu uma doença psicossomática aos 30 anos de idade. Que relação existe entre esse conjunto de sintomas que afloram nessa época e os primeiros cuidados com o bebê?

Existe uma linha contínua que une essas três décadas. Essa linha é você, sua história de vida. Antes de aprender a falar, você só se comunicava com sua mãe através de seus sintomas fisiológicos. A criança leva vários anos até conseguir descrever com precisão o que sente. E nesse processo, ela não tem consciência de como funciona o mundo dos adultos. Ela pode sentir (ou pressentir) os sentimentos de seus pais, sem compreender o que isso significa, sem ter competências e habilidades de lidar com essas emoções. Os pais são as primeiras pessoas que vão lhe ensinar a lidar com medo, raiva, frustração, euforia, agitação e angústia. Se ocorrem falhas nesse processo, surgem os traumas.

É impossível existir uma vida sem traumas. No entanto, é a forma como os pais lidam com suas próprias frustrações, medos e angústias e a forma equilibrada como lidam com a intensidade das emoções infantis que vai fazer com que a criança cresça como um adulto saudável e equilibrado.

Se por algum motivo, os pais falharem em proporcionar um ambiente seguro para a criança, em lhe ensinar formas saudáveis de reagir às adversidades, ou ainda se os próprios pais não souberem agir com equilíbrio frente aos revezes da vida, essa criança vai crescer com lacunas na sua formação de base, com dificuldades em lidar com alguns problemas espécificos e algumas emoções. Não podemos subestimar a importância desse primeiro aprendizado infantil, porque é justamente aquilo o que não tivemos oportunidade de aprender na infância que irá nos cobrar um alto preço na idade adulta.

Desnecessário dizer que a vida é recheada de conflitos, tensões e adversidades. E é o conjunto do que aprendemos na infância e ao longo da vida que irá nos dar subsídios para atravessar com mais serenidade os momentos difíceis da vida.

Alguém que em determinada época da vida, começou a sofrer de insônia crônica (devido a problemas em casa ou no trabalho), sabe-se de sua história com relativa segurança que pode ter tido dificuldades de relaxar quando era bebê. O mundo é muito barulhento para um bebê. São todos sons estranhos e estranhamente assustadores, mas é a habilidade dos pais em proporcionar um ambiente emocional seguro que vai ensinar à criança quais barulhos podem ser ignorados ao adormecer e quais são reais motivos de perigo. E isso não se refere apenas ao medo, mas a todos aqueles aprendizados de como lidar com periodos de tensão, estresse, conflitos em família... Isso vale para todas as outras emoções. É um aprendizado que começa desde os primeiros dias e se estende por toda a vida.

Se não fomos ensinados a lidar de forma saudável com algumas emoções ou situações, é com relação a estas emoções e situações que tendemos a "reagir como criança", em outras palavras, a sofrer como uma criança sofre quando não compreende o que lhe acontece . Não voltamos a ser crianças, não regredimos nossa personalidade a um estágio anterior. O que acontece é que o nosso corpo sofre, como sofre o corpo de uma criança até que consigamos aprender novas habilidades de lidar com as mesmas emoções, novas capacidades de atravessar por essas mesmas situações difíceis ou conflitantes com menor grau de sofrimento.

Baixa tolerância à frustração ou queda na resistência aos impactos?

Outro grande dilema que aparece em consultório é com relação à expressão "baixa tolerância à frustração". Essa expressão é bastante familiar a qualquer pessoa polissomatizante que seguidamente traz para o consultório queixas de baixa imunidade, de doenças frequentes e diversas, de apresentar as mesmas crises repletas de sintomas psicossomáticos cada vez que se depara com alguma situação específica que traz para ela grande dificuldade.

Essa pessoa certamente já deve ter ouvido do seu terapeuta que possui "baixa tolerância à frustração". Como assim "baixa"? "Você com grande dificuldade traz para consultório uma história de vida recheada de acontecimentos trágicos, dramáticos e conflitantes, tenta lidar com eles de todas as formas possíveis até que adoece, padece com doenças psicossomáticas que comprometem sua qualidade de vida como um todo, e alguém lhe diz que você "tolera" pouco?". Isso significa que você precisaria "tolerar" mais ainda?

Há uma grande confusão aí. Prefiro usar a metáfora do lutador que fraturou o joelho. Você luta diariamente. Participa de campeonatos. Ganha uns, perde outros. Um dia leva um golpe brutal no joelho. Fratura exposta. Demora a se recuperar, mas se recupera e volta para o ringue. Você sabe agora que deve lutar de forma a proteger seu joelho recuperado de novos golpes. Seu joelho se recuperou mas não é mais o mesmo. Você sabe que da próxima vez que levar um chute, mesmo um chute com menor força do que o primeiro será capaz de fraturar novamente o seu joelho. E se você continuar a levar muitos chutes no mesmo local, é certo que um dia precisará parar de lutar sob pena de nunca mais voltar a andar. Portanto, na minha opinião, você não tem baixa tolerância à frustração/ impacto. Você simplesmente foi perdendo a resistência a determinados golpes.

É o fato de ter resistido a um ou mais golpes brutais que fez com que seu joelho se tornasse mais frágil. O mesmo acontece com sua resistênca psíquica, com uma diferença importante: se você mesmo se tornar a mãe protetora que o seu bebê interior precisa para se sentir forte e seguro, se você mesmo ensinar à sua criança as habilidades e técnicas que ela precisa para sair ilesa dos combates, você nunca precisará desistir de lutar. Você pode desenvolver um escudo para o seu "joelho emocional fraturado" e ainda desenvolver novas técnicas e habilidades para voltar a vencer muitos campeonatos. É provável que o joelho ainda volte a doer em dias de chuva, mas não será nada difícil de lidar. Será apenas como um lembrete para que você nunca se esqueça de que a principal missão de um bom lutador, antes de pensar em golpear seu adversário, é conhecer suas fragilidades e aprender a se proteger dos golpes.

Então, não se preocupe, você não está se infantilizando. Você não deixou de aprender tudo o que aprendeu na vida. Você não regrediu à infância, nem retornou a fases anteriores no jogo da vida. Você precisa apenas, como uma boa e compreensiva mãe, aceitar as dificuldades da sua criança interior e ensinar-lhe o que ela precisa aprender para que ela cresça saudável. E ela nem vai demorar a crescer, porque ela não precisa aprender tudo de novo como uma criança, ela precisa apenas aprender algumas poucas novas e importantes habilidades.

"Tenta achar que não é assim tão mal, exercita a paciência"

Essa frase de uma das canções da Pitty é muito elucidativa para a mensagem que pretendo passar a vocês.

Todo o terapeuta durante o processo de análise, quando está diante de uma pessoa que carrega inúmeros sofrimentos psicossomáticos, sabe que ela não tem inscrita na sua alma, imagens de uma figura materna e paterna compreensiva e equilibrada, capaz de lhe fornecer proteção nos momentos de perigo, e conforto nos momentos de sofrimento. Em outras palavras, o terapeuta deduz com segurança que o paciente sofreu alguma espécie de negligência, maus tratos, abusos físicos, sexuais ou psicológicos. Às vezes, sofreu uma severidade excessiva na sua formação de base que lhe rendeu várias neuroses.

Dizem que tendemos a reproduzir com nossos filhos comportamentos que nossos pais tiveram conosco e que nos fizeram sofrer. Isso é uma possibilidade. Porém, antes mesmo de ter nossos próprios filhos, ocorre algo extremamente grave: tendemos a reproduzir com nós mesmos os comportamentos que nossos pais tiveram conosco. Ignoramos as razões psicológicas do nosso próprio sofrimento físico da mesma forma que nossa mãe ignorou nosso sofrimento quando crianças. Punimos nossos erros e nos criticamos com a mesma severidade que nossos pais e mães nos puniam e criticavam quando éramos crianças.

Tendemos a sofrer na vida adulta com medo do que os outros vão pensar de nossas vidas, precisando da aprovação de nossos maridos, esposas, filhos, irmãos, amigos, da mesma forma como nos precisávamos da aprovação de nossos pais, quando nos sentíamos inseguros, vigiados, criticados e castigados por qualquer coisa, por coisas que nem sabíamos que eram erradas ou ainda pior: quando éramos punidos porque nossos pais temiam que fizéssemos algo errado antes de termos feito.

Se você foi castigado severamente por um erro pequeno, ou antes mesmo de errar, por que razão você acha que não tem direito a sofrer sintomas psicossomáticos? Por quê você acha vergonhoso ter uma neurose, um estresse, uma crise de pânico, uma hipertensão, toda a vez que fica frente à situações difíceis? Por quê você aceita que as pessoas rotulem de "fraqueza", "chilique"," infantilidade", suas reações frente a coisas que lhe causam um profundo sofrimento? Você não acha que está na hora de parar de perpetuar as severidades abusivas da infância? Não está na hora de você se tornar uma mãe compreensiva para a sua criança interior? Não está na hora ignorar os comentários de pessoas que desautorizam os seus sentimentos e as suas emoções? Só você sabe o que você pode ou o que você não pode perdoar. Só você sabe o que você pode ou não admitir.

Agora não se esqueça de uma coisa: se você não proteger o seu "joelho fraturado", ninguém vai fazer isso por você. Algumas pessoas esperam a vida inteira que os pais compreendam o sofrimento que lhe causaram, esperam por um pedido de desculpas que seja sincero. O grande problema é que isso não muda nada. As dores não desaparecem por mágica, o copo quebrado não volta a ficar inteiro por mágica. O grande pedido de desculpas que você precisa é o seu próprio. Você precisa pedir desculpas a você mesmo por negligenciar os sinais do seu inconciente, por achar que doenças psicológicas são bobagens. Você precisa pedir desculpas a si mesmo por se tratar tão mal quanto os outros o trataram, por não proteger seu "joelho ferido" de novos golpes. E mais do que isso: você precisa ser para você mesma a mãe compreensiva que você queria ter tido. Você precisa incentivar toda a vez que sua criança acertar, e perdoar quando ela errar. Você precisa fazer isso tantas vezes quanto forem necessárias. E acima de tudo, você precisa fazer para si mesma, o você faria pelo bebê: peça ajuda a alguém mais experiente todas as vezes que precisar. Mesmo que você já tenha filhos, você ainda precisa ser uma boa mãe para si mesma, para ficar em paz consigo, antes de ficar em paz com o resto da família.

Como falamos aqui que o bebê a ser cuidado e a mãe são a mesma pessoa (o paciente com doenças psicossomáticas), existem profissionais para isso: psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, terapeutas holísticos (por que não?). Às vezes, dependendo das doenças psicossomáticas, você precisa aliar análise/terapia a um cardiologista/dermato/ gastro... seja lá qual for a natureza dos seus problemas e suas respectivas especialidades.

Sejamos honestos: nada disso vai funcionar se você não se tratar com o mesmo carinho e compreensão como gostaria de ter sido tratado pelos seus pais e por outras pessoas! Esse é o significado de amor-próprio de que tanto falam: amor- próprio não é um conceito ou um sentimento: amor próprio é exercício constituido de pequenas e significativas ações e atitudes a ser tomadas diariamente: desde de uma refeição preparada com carinho só para você, o estabelecimento de limites nas relações com os outros, a busca de alimentos e uma rotina de vida saudável, até a permanência em uma relação apenas se ela for boa para você.

Cheguei a um ponto da minha jornada pessoal de autoconhecimento, em que as descobertas deixaram de representar um sofrimento ou ameaça, e se tornaram novos e ricos tesouros. Uma pista aqui, uma descoberta ali: Eureka! (Descobri! - como diziam os gregos).

Não estou mais cerceada pelas minhas doenças, não forço mais os meus limites. Voltei a ter uma vida normal e produtiva. Estou aprendendo a proteger "meu joelho fraturado". Eliminei alguns relacionamentos. Arrumei novos. Estou descobrindo novas paixões e reatando antigos hobbies. Reaprendi a brincar com quase 40 anos. Desisti de me encaixar em qualquer padrão de beleza, comportamento ou normalidade, porque para entrar na caixa, eu precisaria mutilar algumas partes de mim. E isso está fora de cogitação.

Nessa jornada, não existe um mapa, mas existem pistas. Espero que os meus tesouros possam ser uma pista na sua jornada particular de autoconhecimento. Abandone o roteiro, o mapa e a bússola. Peça informações. Fareje. Observe o sol: afinal ele sempre nasce no leste. Observe as pessoas. Observe os animais. Aprendemos muito com o comportamento deles: a mãe ursa, a mãe tigre, a serpente... E não esqueça das "mulheres que correm com os lobos".

#doençaspsicossomáticas

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