Dança do Ventre: gratidão em movimento


A dança do ventre sempre teve um quê de magia para mim. Muito mais do que movimentos do corpo , ela encarna o feminino, as mulheres em toda as suas formas e em toda a sua natureza. A graciosidade , formosura e a delicadeza da mulher. A sua força e contenção, a sua persistência e resistência. A sinuosidade dos seus movimentos remete à capacidade adaptativa da mulher às mais diversas contingências. A sua feminilidade selvagem e sua fertilidade. A alegria viçosa, a agilidade e a capacidade infantil e espontânea de encantar e se encantar. Os pés no chão e sua ligação com a terra e a natureza. A sua postura altiva como uma reminiscência da sua natureza divina , como quem alcança os céus (céu que também é o seu lugar). E o espaço que a mulher ocupa no palco ou na sala de aprendizado é como o espaço simbólico da mulher no mundo e na sociedade. A dança parece dizer: Mulher, ocupe o espaço que é seu! E o que dizer do sorriso nos lábios mesmo diante de movimentos difíceis? Quer algo mais feminino do que isso? Além do encantamento, sempre me despertou um profundo respeito. É uma dança e uma cultura repleta de significados. Uma cultura que atravessou séculos e territórios geográficos. Uma cultura de alguns povos que penetrou outras culturas. Talvez porque fale de algo universal e incrivelmente familiar às mulheres das mais diversas origens. Um parentesco invisível. Algo exótico à primeira vista , mas tão familiar quanto nossa carga genética e tradição de família . Um aprendizado constante e contínuo como a mulher que morre e renasce milhares de vezes ao longo da vida. A mulher que se desfaz e se refaz. Que é mais forte e mais versátil do que sua consciência lhe permite perceber. A dança do ventre é mais do que movimento , é natureza em movimento. A natureza plena com vigor e suavidade. Que gera , que inventa , que cria e desfaz. Que faz um bem à auto estima , que estimula o autoconhecimento, o equilíbrio e à alegria de viver , numa proporção que é difícil descrever. Uma arte que é perfeita , se tivermos a nítida noção de que a perfeição é algo que torna mais belo o que já é belo: o corpo feminino , a alma feminina. Não há corpo ideal ou idade ideal. Toda mulher fica linda na dança quando conhece seu corpo , quando o reverencia ao respeitar os seus limites. Dançar é exprimir gratidão à vida. Gratidão so próprio corpo por permitir os movimentos. Gratidão às mulheres do passado por esse legado de profundo amor e sabedoria. Gratidão à natureza feminina.

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